
A cena é comum: de repente, você percebe que seu filho está piscando mais do que o normal. Em muitos casos, isso é algo passageiro, mas também pode indicar que algo merece atenção. Entender o que causa isso é o primeiro passo para identificar se há um problema ocular, emocional ou apenas um incômodo momentâneo.
Neste artigo, explicamos as causas mais comuns desse comportamento, quando se preocupar e o que fazer.
1. Causas simples e frequentes
Olho seco
Apesar de ser mais comum em adultos, o olho seco também pode ocorrer em crianças. O piscar excessivo funciona como uma tentativa natural de lubrificar os olhos quando há algum incômodo.
Cansaço ocular
Atividades que exigem foco por longos períodos, como estudar, desenhar ou usar telas, podem sobrecarregar os músculos oculares, o que pode levar a um aumento no número de piscadas.
Exposição a irritantes
Poeira, vento, fumaça ou produtos de higiene podem causar irritação momentânea nos olhos, levando a criança a piscar mais como mecanismo de proteção.
2. Causas que exigem atenção
Alergias oculares
A alergia é uma das causas mais comuns de piscar excessivamente. Além do piscar, podem surgir coceira, lacrimejamento, vermelhidão e inchaço das pálpebras.
Erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo)
Quando uma criança tem dificuldade para enxergar, pode piscar repetidamente na tentativa de melhorar a visão. Isso é comum em casos de miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Blefarite
Essa inflamação na borda das pálpebras provoca irritação, coceira e sensibilidade, o que pode aumentar a frequência das piscadas.
Tiques motores
O piscar repetitivo também pode ser um tipo de tic, especialmente entre 5 e 10 anos. Em muitos casos, é algo transitório, mas merece avaliação quando persiste ou interfere nas atividades.
3. Quando procurar ajuda médica?
É importante buscar um oftalmologista sempre que:
- O piscar excessivo for persistente;
- Houver sinais de dor, vermelhidão ou sensibilidade à luz;
- A criança reclamar de visão embaçada ou dor de cabeça;
- O piscar estiver associado a tiques ou outros movimentos involuntários;
- O comportamento estiver atrapalhando atividades do dia a dia.
Somente uma avaliação profissional pode identificar a causa exata e indicar o tratamento adequado.
Conclusão
Na maioria dos casos, o piscar excessivo está relacionado a algum incômodo simples. Porém, quando o comportamento persiste, se intensifica ou vem acompanhado de outros sintomas, é fundamental investigar. A avaliação médica garante diagnóstico correto e tranquilidade para toda a família.
Agende uma consulta com um oftalmologista especializado em crianças e esclareça todas as dúvidas. Quanto antes houver uma avaliação, mais rápido é possível identificar a causa e iniciar o cuidado adequado.